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Comentário sobre o texto: Parceria x casamento

por Paola Barata

 

Engraçado isto... sempre me intrigou esta incapacidade de união da parceria artística com a relação íntima! Eu nunca tive opção, pois meus relacionamentos sérios foram com homens normais (rsrsrs) e desta forma sempre tive parceiros e nunca pares na dança... mas confesso que tinha uma pontinha de ciúme de casais que dançavam juntos... mesmo sabendo e presenciando cenas bem desagradáveis! Acredito que o problema todo é a intimidade,que nos faz mais intolerantes em casa do que na rua, em qualquer circunstância. Mas ainda acho lamentável. A única vez que ensaiei com meu marido (judoca, diga-se de passagem...) foi para a Valsa de casamento, há 8 anos e quase que o casamento não sai por causa dela!

Quando nossos parceiros não são nossos pares e a intimidade é limitada, falamos com mais paciência, aceitamos melhor os erros e se o stress aumenta, cada um vai para um lado e se resolve longe do outro. Nossa, quanto mais escrevo, mais triste fico por constatar esta verdade...
Felizmente não tive que optar por um deles, como colocou Elaine, já que dança nunca esteve no menu do meu casamento...

A propósito tenho uma observação: uma vez fizemos aulas com um casal argentino, casados e parceiros e fiquei impressionada com a gentileza entre eles. Seria falso? Acho que não... no final acho que gentileza e cumplicidade são o grande diferencial... na dança ou na vida, né?


Paola Barata é sócia-proprietária, diretora artística e professora da Passo Básico

 

Comentário sobre o texto: Bolsistas

Por Iata Anderson

Acho que muito disso tudo que vc comentou seria pouco relevante se as escolas ensinassem os alunos a não depender dos bolsistas. Aula é aula ! Necessário um apoio, necessário uma referencia a mais, Necessário formar os pares. Mas baile ? Baile é pra dançar com quem se gosta e com quem quer e se permite ser convidado. Baile é diversão, prazer, livre arbitrio.. As escolas que obrigam os bolsistas a dançar com aluno pra mim fazem o caminho inverso. Impedir que bolsista dance com bolsista tambem acho incoveniente.
Cria-se dependencia e não personalidade no dançarino. Ensinan-se a copiar e não ensinam a dançar. Porque os alunos não se perguntam: Será que o bolsista quer dançar comigo ? Dançar por piedade ou obrigação..nem pensar !

Alunos !!! Pensen nisso !

Baile é liberdade para dançar , interpretar. Se tem aluno que não dança é porque não foi preparado para ir ao baile, porque está de braços cruzados, cara fechada ou tomando uma cerveja na mesa... E esses , prefiro que fiquem sentados mesmo até que sejam tocados pelo motivo de ir a um baile de verdade.

Baile com aulão ( É o Ó do borogodó ), monitores a disposição, dançarinos de aluguel na minha humilde opinião não acrescentam positivamente a dança de salão em geral.

Felicidade não se compra, se doa !

Memórias de um baile: Bueno Bailar

Olá!

Sábado estive no baile da Bueno Bailar, em Contagem.

O local é de primeira linha, com um excelente espaço para dança, piso de paviflex (que eu considero o segundo melhor para dançar) e muito bem localizado, em frente ao Big Shopping e de fácil estacionamento.

A seleção musical boa, ao comando do DJ Cassiano. Muita gente bonita.

No mais um excelente baile.

[]s
Wilson Milagres

31ª agenda de bailes e eventos de dança de salão de Belo Horizonte

Olá!

Mais um final de semana com muitos bailes para nos divertirmos.

Segue a agenda até o dia 09 de agosto:

Quarta:
Estação du´Zouk e du´Forró no Máscaras na Santa Rita Durão,677-Savassi às 21h30min-info:9703-3562

Quinta:
Liberdade do Zouk na Corpo & Arte na Padre Marinho,340-Santa Efigênia às 21h30min

Sexta:
Prática Orientada na Oito Tempos na Contorno,3830-Santa Efigênia às 19h30min
Baile de alunos da Corpo & Arte na na Padre Marinho,340-Santa Efigênia às 21h00min
Baile do Pé de Valsa na Teixeira de Freitas,478/sl-Cidade Jardim às 21h30min

Sábado:
Baile de tango na Corpo & Arte na Padre Marinho,340-Santa Efigênia às 21h00min
Casa de Bamba (Forró e Samba) na 7&8 na Tomé de Souza,935-Savassi às 22h30min
Aula aberta aos pais na Oito Tempos na Contorno,3830-Santa Efigênia às 11h00min
Workshop de samba com Armandinho na A2 na Rio Grande do Norte,783-Funcionários às 16h30min-info:3261-9278/9983-9438

Domingo:
Zouk&Forró na Zep Tep na Bahia,2717-Savassi às 18h00min
Milonga del domingos na Top Dance na Grão Mogol,800-Sion às 18h30min
Hora dançante na Corpo & Arte na Padre Marinh,340-Santa Efigênia às 19h30min

Eventos que vêm por ai...
Curso de tango com Luiza Paes na El Abrazo na Grão Mogol,531-Sion às 20h00min de 10 a 13 de agosto-info:2535-2843
Confraria do Tango e Vinho na Oito Tempos na Contorno,3830-Santa Efigênia às 21h30min de 13 de agosto
Baile Dança dos Famosos na Pizzaria Behlú na Norberto Maia,16-Eldorado-Contagem às 21h00min de 14 de agosto
Baile do quiosque da Passo Básico no Quisoque Grill na Raja Gabáglia,-São Bento às 21h00min de 15 de agosto
Baile na A2 na Rio Grande do Norte,783-Funcionários às 21h00min de 15 de agosto
Baile dos aniversariantes da Top Dance no Fantasy na Santa juliana,259-Salgado Filho às 22hoomin de 15 de agosto
Baile Uma noite pra você! na Espaço Brasil na Brasil,1238-Funcionários às 20h00min de 21 de agosto
Baile de aniversário do Ponto da Dança no Círculo Militar na Raja Gabáglia,350-Gutierrez às 21h30min de 28 de agosto
Baile da Meneio na Romualdo Lopes Cansado,293-Castelo às 20h00min de 29 de agosto
Campeonato Intercontinental de Tango 2009 em Belo Horizonte em 25 a 27/setembro-info:www.cit-enbuenosaires.com.ar

Então muita diversão, mas não se esqueça: dançar em ronda.
Nos encontramos em algun baile!

[]s
Wilson Milagres

Comentário sobre o texto: Bolsistas

por Wilson Milagres

“Bolsista é um mal necessário?” Mas até onde o bolsista não é também a coluna de sustentação da academia. Explico: por muitas vezes já presenciei o professor não dando conta de uma turma, pelo lotação mesmo, 30, 40 pessoas e os bolsistas fazendo seu papel correto de instruir o que o professor não conseguiu e garantir o aluno na classe. Pois isso também acontece. Já presenciei alunos reclamando da escola porque o professor não conseguiu dar assistência aos mesmos.
Ocorre a vaidade e ego? Ocorre sim e em muitas vezes de forma “extrapolante”, onde o bolsista simplesmente esquece quem é e se transforma no “super e poderoso dançarino”.
No caso da aluno/aluno gostar de dançar somente com o bolsista, tem o outro lado da moeda. Muitas alunas/alunos preferem dançar com os alunos normais a dançar com os bolsistas, muito pela desigualdade de informação: sentem-se desfavoráveis e com medo de errar diante do "todo poderoso" dançarino-bolsista.
Dançar entre eles (bolsistas) nem se fala. Fazem e acontecem. Conheço poucas escolas ou quase nenhuma, para ser mais preciso, em que os bolsistas se disponibilizam em dançar com os alunos/convidados e "olha" que eu freqüento boa parte dos bailes das escolas e academias.
Mas de quem é a culpa disso tudo?
De o bolsista extrapolar, é da academia, que o deixa exibicionista por um segundo, depois dois, três e ai ele pensa que pode ser assim para o "resto da vida". Cabe a academia ralhar com o mesmo no primeiro desvio de conduta. Também nos bailes cabe a academia, já que ela faz o baile pensando nos alunos. Se ocorrem danças entre bolsistas a responsabilidade é também das academias corrigirem a conduta. Pode até ser que no final do baile os bolsistas possam estar liberados para praticarem sem restrições.
Também os professores devem conseguir preencher o intervalo entre os alunos e o conhecimento, talvez dançando com cada um no momento da prática - isso é mais fácil quando é professora; para o professor uma bolsista bem avançada poderia fazer esse papel, já que homem não dança com homem (na maioria das vezes).

III Congresso de Dança Esportiva

Por Mônica Maldonado

 

O III Congresso Brasileiro de Dança Esportiva, aconteceu nos dias 24 a 28/07 na cidade de São Paulo, organizado pela Confederação Brasileira de Dança Esportiva cuja presidente é Carla Salvagni.

O evento contou com a presença da treinadora e árbitra internacional Eva Angues, seis vezes campeã mundial. Eva é a encarregada pela IDSF - Internacional Dancesport Federation pelo desenvolvimento do esporte no Brasil.

Este ano tivemos uma etapa do congresso na cidade do Rio de Janeiro, esperamos que em 2010, possamos trazer Eva Angues a Belo Horizonte.

No dia 02/08, tivemos a realização do II Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva. Foram casais de atletas divididos em 3 categorias: G, F e E.
Na categoria "E", tivemos em segundo lugar, Fernando Unterpertinger de São Paulo e Mônica Maldonado de Belo Horizonte.

Para o desenvolvimento do esporte em Minas Gerais, teremos ações da Confederação junto com a professora Mônica Maldonado, que é árbitra certificada pela IDSF.

 


Mônica Maldonado é professora de dança de salão da Escola de dança de salão Passo Básico

N.E.: Parabéns à Mônica Maldonado pela conquista.

Parceria x casamento

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Como sempre a verdade é relativa, para alguns a parceria de dança veio primeiro, para outros foi a união por amor. Mas independente dos fatores, muitos optaram por tentar conciliar esta façanha.

Poderia citar vários casais de dançarinos que juntaram a fome com a vontade de comer. Santa inocência! Com certeza, mais cedo ou mais tarde, tiveram que dissolver e abrir mão de um de seus sonhos.

A razão é tão diversa e tão profunda que vale a pena a gente avaliar.

Começando pela parte profissional, podemos citar a normalidade de haver diferenças na estrutura corporal do casal. Assim sempre um consegue ensaiar mais e sentir menos dor física que o outro. Outros fatores são aptidão, charme, desenvoltura e, é claro, que começa a exigir do parceiro muitas vezes o que o cônjuge não tem capacidade de dar.

Nós dançarinos geralmente não temos um ensaiador, não é mesmo? O ensaio fica sempre maçante para ambas as partes e ainda com aquela frase básica: "Quem errou foi você!".

Depois de um trabalho árduo vem a hora da recompensa. Até hoje eu não sei qual é!

Sempre no final de cada apresentação tem um falando para o outro que não fez isto ou aquilo, nunca estão satisfeitos com a apresentação e para piorar um pouquinho a situação, depois de tanto suor, dor e lágrimas, a pessoa que quer contratar o show acha sempre caríssimo o valor estabelecido. Estou mentindo?

Entrando na parte do relacionamento, aí tem pano pra manga, a intimidade é uma tortura. Ambos derramam palavras que agridem o fundo d’alma. Falta de paciência, tolerância, o não saber ouvir, o não saber escutar, gera uma mágoa e um desamor.

Sem contar com os problemas domésticos, filhos, cachorro, financeiros, são tantas divergências de opiniões que estabelecer um equilíbrio é tarefa para super-herói.

Isto tudo gera um grande desconforto, situações difíceis do trabalho são levados para dentro de casa e, vice e versa, assim o casal tende a desistir de alguma coisa.

É lógico que tudo nesta vida tem exceção e se conselho fosse bom não era dado de graça, já dizia meu avô, mas mesmo assim acho que o parceiro de dança não pode ser o parceiro da vida.

A arte, a interpretação, a fluidez dos movimentos, têm que estar aliado a um processo de harmonia externa e principalmente interna.

Nós, aqui em casa, optamos pelo casamento, assim hoje delegamos os shows para outras pessoas, de vez enquanto, damos o ar da graça. Por isso faremos dezessete anos de bodas.

E você já achou o seu "par"?


Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

Bolsistas

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Uma vez escutei de um professor renomado que bolsista é um mal necessário.

Sem sombra de dúvida, é uma posição no mínimo assustadora. Se é verdade ou mentira cabe a cada um decidir.

O que é um bolsista?

Normalmente, o bolsista é um aluno de grande aptidão para dança, podendo ser do sexo masculino ou feminino, com tempo livre e que faz uma permuta com a academia de dança. É convidado a participar de outras turmas com a intenção de formar par com as mulheres que entram desacompanhadas e freqüentar os bailes para dançar com as mesmas. Ressalto que esta finalidade termina quando as alunas interagem com os alunos e assim podem sair e treinar livremente em vários bailes.

Essa facilidade em apreender os movimentos e a grande quantidade de aulas faz com que os bolsistas comecem a chamar a atenção em pouquíssimo tempo.

Os problemas começam. O primeiro obstáculo vem das próprias alunas, que sem maldade, é claro, mas equivocadamente, desvalorizam seus mestres quando começam a chamar os bolsistas para ensinar e nomeiam os mesmos como instrutores. Aí, a porca torce o rabo.

O segundo problema aparece infelizmente e é inerente ao ser humano: a vaidade e o ego. Tudo que foi combinado anteriormente com a empresa é esquecido como num passe de mágica.

Com bastante pesar digo, mesmo sabendo que muitos bolsistas não fazem com maldade, mas deixam de obedecer à seqüência de evoluções que o professor está executando em sua aula para mostrar às alunas como são bons, fazendo com que as alunas a cada dia se desinteressem a dançar com os alunos “normais”. E para piorar um pouquinho, nos bailes querem dançar só entre si, deixando as alunas que mais precisam e que mais os elogiam a ver navios. São muitas emoções. O desequilíbrio de atitudes é culpa de quem? Das alunas? Dos bolsistas? Dos professores? Do sistema? Das academias? Enfim, quem descobrir uma fórmula ideal, me mande se não for um concorrente, é claro.Rrsrsrsrsrsrsrs.


Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

O preço do amor e da arte

por Elaine Reis - Academia Pé de Valsa/BH/MG

Você é artista? 
Você vive hoje de quê?
E amanhã?
Existe retiro dos artistas em Belo Horizonte?
Papo chato, mas real.
Há uma semana, estava assistindo a uma palestra e me deparei com uma conhecida sentada com os pés para cima em outra cadeira. Seus pés estavam completamente debilitados. Fiquei olhando aquela cena e imaginando o quanto tempo ela tem na ativa.
Independente de sua habilidade, administrar aulas, dançar em palcos, show em bailes, existe uma hora em que o corpo reclama.
Sei da importância de viver o presente, ter atividade de fortalecimento muscular, alimentação balanceada, mas chegando aos quarenta não tem jeito: o corpo sente.
O pior é que estou vendo e presenciando pessoas com a metade da minha idade já com problemas seríssimos. Você, que optou, nesta vida, viver de arte, previna-se.
Não se iluda acreditando que isto nunca acontecerá com você, mesmo que tenha uma visão despreocupada com o futuro. Você, que é autônomo ou funcionário de alguma academia, não se esqueça de investir em um plano de saúde e em uma previdência privada. Não deixe de pagar INSS.
Tive um pai autônomo e que faleceu há treze anos. Mesmo sem a minha consciência dos fatos, começou a pagar meus impostos desde os meus dezessete anos. Hoje vejo como me salvou, sua realidade me protegeu e hoje já faço com meu filho.
A lei infelizmente sempre está alterando, faça um planejamento de aposentadoria, procure uma assistência jurídica, se quiser posso indicar, não é caro, vale à pena.
Você artista tem um papel fundamental para a sociedade. Saber do valor da sua profissão para a felicidade das pessoas é imprescindível, mas para isto você precisa estar bem em todos os sentidos.
O preço investido hoje em alguns recursos de prevenção fará você viver mais tempo relacionado com a Arte.


Elaine Reis é instrutora especializada em dança de salão da "Academia Pé de Valsa"- BH - divulgando a dança como forma de cultura, arte e lazer.

Memórias de um baile: Cênica

E o começo do mês de agosto, em festa junina temporão, a Cênica fez a sua. Muita gente bonita, com o baile estava lotado.

A seleção musical boa e muita diversão e dança. Teve quadrilha com alunos da Cênica.

[]s
Wilson Milagres

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